O 'capítulo Barcelona' foi encerrado em dezembro de 2006.

Agora, esta jornalista-blogueira que vos fala está em Pequim, do outro lado do planeta. E as notícias à la "Ciudadana Mundana" estão sendo postadas no blog DIRETO DA CHINA, hospedado no site da Revista Viagem e Turismo, da Editora Abril. Apareça por lá!

 
(clique na imagem pra acessar o novo blog)



 Escrito por Juliana Vale às 04:20 AM
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Geração perdida

¡POR DIOS!

 

Museu Pedagógico de Arte INfantil (MUPAI), de Madri, promoveu um concurso “Píntanos cómo serás de mayor” (pinte a gente como seremos quando crescer) entre 1.800 crianças espanholas. Cada um enviou seu desenho e... Adivinha!

 

A maioria esmagadora das meninas sonha em ser a princesa Letizia e os meninos, o piloto espanhol, Fernando Alonso, atual líder da Fórmula 1.

 

Pouca criatividade. Ninguém quer ser cientista, espiã(o) internacional, astronauta, Premio Nobel, salvador de baleias? Valeria até criminalista do C.S.I., dançarina go-go, hacker - ou cracker, inclusive. Mas princesa?! Campeão esportivo?!

 

 

Como diria Elis Regina, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Meninas continuam querendo se casar com príncipes em cavalos brancos e meninos, competir com os demais. Em qualquer parte do mundo.

 

Conselho, criançada: Abram um consultório psicológico ou uma concessionária. As princesas frustradas pagam rios de dinheiro aos analistas pra se recuperarem da “Síndrome de Cinderela”. Já os rapazes compram carros caros :-)



 Escrito por Juliana Vale às 06:09 PM
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Ditador e designer gráfico

O INVENTOR DO PHOTOSHOP?

 

Franco (o ditador que governou a Espanha com mão de ferro de 1939 a 1975) deve estar se revirando na tumba. De vergonha. Ou de raiva. Se tivesse Photoshop, na época, não teria que pagar esse mico agora!

 

O pessoal da agência de notícias EFE – que está recuperando e digitalizando o arquivo fotográfico histórico – descobriu que o “generalísimo” trucou umas fotos em que aparecia ao lado do seu, então, admirado e caro colega, Adolf Hitler.

 

Por aqui é célebre esse encontro entre os dois carrascos, em 23 de outubro de 1940. Aconteceu numa estação ferroviária de Hendaya (França, fronteira com Espanha) e teria sido programado por Hitler pra pressionar o caudilho espanhol a se aliar ao Eixo no combate contra os Aliados, já que os germanos tinham acabado de dar uma mãozinha ao ditador, por estas bandas, em plena Guerra Civil. Como sabemos, Franco não cedeu aos apelos de Hitler, mas, nem por isso, deixou de ser um dos seus maiores fãs.

 

Razão pela qual, esse alegre dia na vida de dois ditadores acabou sendo amplamente divulgado, na ocasião, por todos os meios espanhóis. E a normalidade teria seguido seu curso não fosse pelo pequeno detalhe descoberto agora pela EFE.

 

 

Na foto original, aparece a estação de trens de Hendaya com a plataforma completamente vazia. O negativo desta imagem existe, intacto, até hoje. Na foto (retocada), ao lado, estão todos. Felizes e orgulhosos. O inconveniente histórico é que, além de não haver negativo algum, esta imagem é praticamente um material de recorte e colagem EM ALTO RELEVO, onde as figurinhas de Franco, Hitler e um militar alemão estão literalmente COLADAS em cima da primeira foto.

 

Processo idêntico foi usado em outra ocasião:

Reparou? Aqui também rola um claro “antes e depois”. Na foto original, Franco aparece com os olhos meio fechados, com cara de bobo. Na segunda – surprise, surprise! – o homem está muito melhor, mais altivo e altaneiro! Aliás, impressão minha ou ele até perdeu uns quilos, nesse lifting visual???

O que uma boa assessoria de imprensa não pode fazer pela imagem de alguém, né, não?! "Maravilhas" do malabarismo político.



 Escrito por Juliana Vale às 11:29 AM
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Collage de fotos

TODO MUNDO DE FÉRIAS

 

 

 

Obrigada pelas imagens recebidas por e-mail :-)

 


 

A pedidos

CENSURADO (...)



 Escrito por Juliana Vale às 08:09 AM
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Exportando metodologia social

O BRASIL BEM NA FITA

 

A rapper brasileira Nega Gizza veio à Barcelona para participar do festival Hipnotik. Deu uma palestra sobre 'El hip hop como transformador social'. Entrevistei a moça pro Periódico de Catalunya. Falando da sua história pessoal e do trabalho dela na CUFA (Central Única das favelas), Gizza foi o personagem da semana na "contra" (última página) do jornal, sábado passado:



 Escrito por Juliana Vale às 01:58 PM
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 Escrito por Juliana Vale às 01:46 PM
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Reveillon local

HOJE É FESTA!

 

A noite de 23 pra 24 de junho, aqui em Barcelona, é sinônimo de fogueiras, fogos de artifício, comida, bebida e festa até o sol nascer (na praia, preferencialmente). Pra traçar um paralelo, poderíamos dizer que é um “reveillon fora de época".

 

Como participar? Fácil, muito fácil. Basta sair de casa e seguir a multidão. Impossível não descobrir onde rola o babado. Quatro recomendações básicas pra você parecer mais enturmado:

 

1 – Garanta sua garrafa de cava (o champanhe catalão). Serve sangría também. O importante é estar abastecido. Véspera de Sant Joan (em catalão – ou São João, em português), o pessoal amanhã não trabalha e aproveita hoje pra festejar “a noite mais curta do ano”.

 

2 – Escolha uma fogueira. Há várias, espalhadas pela cidade. Especialmente nas praias. É uma tradição que se repete há mais de cinco milhões de anos, por causa do “solstício de verão” - quando o sol tá no ponto mais alto da sua trajetória. A mística das fogueiras tem a ver com o poder do fogo, blá, blá, blá. Mas o que realmente importa é saber que você vai ter que saltar uma hoje. Os catalães dizem que “qui encén foc per Sant Joan no es crema en tot l'any” (quem acende fogo em São João não se queima durante todo o ano). E outra: os casais que saltam sete vezes, juntos, permanecem felizes para o resto da vida. E lá vai um bando de gente queimando a bunda pelo caminho.

 

3 – Prepare-se para se molhar um pouco. Ou muito? Entre as várias crenças populares relacionadas com esta noite, também se acredita que hoje a água tem “virtudes curativas”. Muita gente costuma ir até o mar molhar os pés. Já outras, mergulham de cabeça, rolam na areia como um bife à milanesa noturno. Enfim. Fica a critério do freguês.

 

4 – Um pacotinho de fogos de artifício não estaria mal pra completar o pacote. É o som da festa, que tem cheiro de pólvora. As crianças vão de estalinhos e coisas amenas. Os mais preparados já montam um espetáculo pirotécnico. Lembra o ano novo de Copacabana, só que não há tanta contagem regressiva pra meia-noite. A expectativa que nós, brasileiros, guardamos para a virada do ano, eles aqui diluem na noite inteira. Quando você sair pra festa – ao ar-livre sempre (em casa não vale!) –, já pode começar a celebrar.

 

Como dizem por aqui, “nit de Sant Joan, nit d'amoretes” (Noite de São João, noite de amores). Então? Tá esperando o que? Outra destas só no ano que vem!



 Escrito por Juliana Vale às 09:11 AM
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Para explorar Barcelona
OS "NEGÓCIOS ÉTNICOS"

Responda rápido: O que há em comum entre um vestido típico da Índia, uma colcha de retalhos feita em Cuba e uma criança de pele morena, cabelos loiros e olhos puxados? É difícil acertar a resposta se você não mora por estas bandas. Na Espanha, todas as três coisas poderiam ser classificadas como "étnicas".

 

Mas, por quê? Ora, pipocas. Porque, sim. Porque aqui, decidiu-se que "étnico" seria tudo aquilo que é próprio de um povo - menos do povo local. Não adianta argumentar. No vocabulário espanhol, "étnico = tudo aquilo que é inspirado numa etnia específica, diferente da cultura tradicional-ocidental-católica. Quanto mais ares pagãos, mais étnico".

E é nessa linha que a denominação serve também pra classificar os - diariamente mais numerosos - estabelecimentos comandados por cidadãos "étnicos". Abundam restaurantes peruanos, mexicanos, paquistaneses, indonésios, sírios... enquanto também aumenta como a espuma a presença de cabeleireiros chineses, açougues muçulmanos, supermercados de produtos latinos, locutórios (serviço de telefonia) para ligações internacionais, biroscas de bungingangas chinesas, lojas de roupas brasileiras, etecétera. O leque vai se expandindo na mesma proporção em que chegam mais forasteiros dispostos a se lançar à aventura empresarial.

 

Barcelona tem vocação "étnica"

Enquanto na Espanha, um de cada 17 residentes já é imigrante, Barcelona figura como uma das cidades espanholas que mais recebe este contingente estrangeiro.

 

Se, entre eles, 53% têm um nível de estudos médio ou superior e 54% são trabalhadores autônomos (segundo a pesquisa "Trabalhadores estrangeiros e ação sindical", de Comisiones Obreras - um sindicato dos trabalhadores espanhol), não é difícil concluir que muitos têm potencial pra ser seu próprio chefe.

 

Entre não encontrar oportunidades de trabalho atraentes, querer poupar para voltar à terra natal pela porta grande ou para ajudar os parentes que ficaram por lá, vários imigrantes acabam despertando seu dom de empreendedor e arriscam o conteúdo do cofrinho na idéia de montar um negócio próprio.



 Escrito por Juliana Vale às 03:30 PM
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Melhor pra quem mora aqui

Nessa de investir em algo que não é típico do local, a cidade ganha em oferta de produtos e serviços diversificados. Há quem chegue a dizer que "come fuera sin salir de casa" porque crê que, provando um "étnico" aqui, outro ali, consegue conhecer culturas distantes sem precisar sair do bairro onde mora. Exageros aparte, o certo é que graças a essa "invasão étnica", sim, desfrutamos de opções privilegiadas.

 

Segundo o Gremi de Restauració (Grêmio de Restaurantes) de Barcelona, o arsenal de sabores que diversificaram a oferta gastronômica da cidade se multiplicou nos últimos anos. Em 1999, eram cerca de 90 restaurantes étnicos agremiados. De acordo com a última contagem, esse número já se aproxima aos 400 - 10% do total. Mas está longe de abranger todo mundo. Vários deles não estão registrados pelo Grêmio.

 

Em geral, predominam as especialidades asiáticas, ainda que - atenção aqui! - cada vez são mais os falsos japoneses (antigos chineses), que fusionam os tópicos de ambas culinárias pra aproveitar a moda nipônica e escapar do preconceito contra a cozinha da China - que ostenta preços baixos à custa de uma qualidade duvidosa.

 

A maioria dos locais étnicos concentra-se no centro, nos bairros de El Born, La Ribera e Raval, além de Gracia - zonas que tradicionalmente "reeducam" o paladar nativo. Mas podem salpicar em qualquer canto e estão bem presentes na "gastronomia de vanguardia", hoje em dia, muito famosa mundo afora, com a Espanha como representante principal.


"Alguns" top "étnicos"

Um conhecido hobby de quem mora aqui - ou está de passagem - é justamente sair para explorar as possibilidades gastronômicas de Barcelona. Há opções pra todos os gostos. Além de uma comida bem parecida à original (graças aos ingredientes trazidos pelos próprios cozinheiros, muitas vezes), alguns locais "étnicos" são pura pechincha.

 

Pra não matar ninguém de tanta saliva na boca, aqui vai uma lista particular dos top 10 étnicos de Barcelona:



 Escrito por Juliana Vale às 03:29 PM
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1 - COZINHA ÍNDIA

 

Pra começar bem "étnica", uma descoberta recente que me surpreendeu: OM India, especializado em tandoori e curry. O lugar carece de requinte. A entrada, aliás, espanta. Tem um ar de "boteco limpinho", com seus vidros fumè, um cardápio de papel batido no computador de casa, toalhas também no estilo doméstico e uma decoração que pode chegar a parecer kitch. Cada vez que um prato fica pronto, uma janelinha de madeira abre e fecha rapidamente. Toca-se uma espécie de sininho que faz o barulho de um "cuco-cuco". É a deixa pro garçom aparecer, pegar o prato e levar até a mesa de onde saiu o pedido. Mas estética aparte, a comida é ótima. O menu é variado e os temperos têm gosto do que são: indianos mesmo. Não esqueça de provar os pães típicos (roti e nan) em suas várias versões. Fica perto da Ronda Sant Antoni, entre o Raval e o Eixample Izquierdo. Calle Floridablanca, 130. Tel:  93 325 03 07.

 

2 - COZINHA PAQUISTANESA

 

Vizinhos da Índia, os comerciantes paquistaneses invadiram Barcelona. Estão concentrados especialmente no bairro do Raval, no centro - onde mora a maioria das famílias vindas do Paquistão. Por ali, há diversas lojinhas "paquis" - como ficou popularmente conhecida essa espécie de mini-supermercados que funcionam até tarde e em qualquer dia do ano (coisa rara na Espanha, onde domingo e feriados são dias de descanso absoluto e o comércio costuma fechar). Mas, quitandinhas aparte, para provar os pratos da culinária paquistanesa - bem similar à indiana, aliás -, não conheci, até hoje em Barcelona, um lugar cool, bonito, que atraísse só pela fachada. Os restaurantes dessa etnia são todos bem apertadinhos, sem qualquer toque charmoso e, às vezes, até assustam pela aparência. Se você não liga pra detalhes como este, visite o Gallo Kiriko. No Bairro Gótico, Calle d'Avinyó 19, Tel: 93 412 48 38.

 Escrito por Juliana Vale às 03:29 PM
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3 - COZINHA TAILANDESA

 

Pra quem já prefere comer com estilo, tem dois tailandeses muito bons em Barcelona. Ambos no Eixample, lado esquerdo. No Thai Gardens - o primeiro tailandês a desembarcar na cidade (em 1998) -, a decoração, toda típica, é o que mais chama a atenção. Há seis salas e, em uma delas, pode-se escolher comer em uma daquelas mesas meio "subterrâneas", em que você se senta ao nível do solo, com os pés por baixo do tampo e encostado em almofadinhas reversíveis. Se a comida não fosse tão boa, por agradável que é o local, seria uma ótima opção pra "echar una siesta". No Eixample Derecho, Calle Diputación, 273. Tel:  93 487 98 98.

 

O outro tailandês que vale a pena conhecer é o Thai Lounge. Mais novo, mas também com uma decoração bem característica e uma comida excelente. Em ambos, o ideal é provar o menu degustação. É um pouco mais caro, mas é mais interessante, farto e, assim, pode-se experimentar de tudo um pouco, sem sair com aquela sensação de "Ah, deveria ter pedido o que o cara da mesa ao lado comeu. Tinha uma cara tão boa...". O Thai Lounge fica no Eixample Izquierdo, Calle Valencia, 205. Tel  93 454 90 32.

 Escrito por Juliana Vale às 03:29 PM
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4 - COZINHA ITALIANA

 

Mesmo sabendo que italianos não entram na classificação de "étnicos", não posso deixar de mencionar alguns (meus preferidos) pra aqueles dias - que sempre rolam - quando o clima é de "massa & pizza". Não faltam restaurantes italianos na cidade, mas poucos são realmente autênticos. Um deles é a (famosa - e minúscula) pizzaria Bella Napoli, onde os funcionários são todos napolitanos. Falam alto, brigam entre eles e fazem graça com todas as mulheres que entram no recinto. As pizzas são excelentes e há duas filiais: Em Poble Sec: Calle Margarit, 14. Tel 93 442 50 56. No Eixample Izquierdo: Calle Villarroel, 101. Tel 93 454 70 56.

 

Outro bom macarrônico em Barcelona é o Buongiorno. As pizzas são nota 10 e as massas não ficam atrás. Prove o Strozzaprete com molho de trufas (trufas com gosto de trufas!!!). Era uma das sugestões - esporádicas - do chef. Teve tanto êxito o prato, que acabou entrando pro cardápio fixo. O restaurante fica no Eixample Izquierdo - Calle Comte D'Urgell, 239. Tel: 93 405 10 54

 Escrito por Juliana Vale às 03:29 PM
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5 - COZINHA ARGENTINA

 

Parente próximo dos italianos - ou isso crêem eles -, os argentinos também invadiram Barcelona e já sentaram raízes. A culinária está espalhada por várias zonas da cidade. Para comer parrilladas na brasa, tem o Pampero, onde servem vários tipos de carnes com cortes argentinos e em poções bem generosas (para todos os gostos: desde chuletón até lomo, chouriço, tripas, rins e outras entranhas do boi). Tem ainda provoleta a la parrilla (provolone derretido), empanadas (empadas) caseiras e sobremesas tipicamente argentinas, como doce de batata e o doce de leite em suas variadas apresentações (como panquecas, mil folhas, sorvete, brazo de gitano ou alfajor). No Eixample Izquierdo, Plaza Dr Letamendi, 25. Tel: 93 532 17 51.

 

Outras dica portenha é o Caleuche. Com forno patagônio, tem ares caseiros, algumas mesinhas espalhadas na calçada (no verão, claro), janelões e muros baixinhos. Ambiente bem acolhedor e boa comida a preços bem razoáveis. O único inconveniente é que costuma fechar no fim-de-semana e em dias próximos a feriados. Acho que os donos aproveitam pra emendar e viajar. Melhor ligar antes de ir pra confirmar se está aberto. No Raval, Calle Sant Pau, 116. Tel: 93 441 97 96.

 
Já o Morelia Club, atrás do mercado do Born, é um local tanto para comer - jantar ou almoçar - como para ir de copas (tomar drinks) com aperitivos. Às sextas e sábados, tem DJ's convidados, fazendo um som ambiente ao vivo. Não deixem de provar os pães com queijo ou com alho, que estão na sessão de "entradas" do menu. No Born, Plaza Comercial, 7. Tel: 93 268 04 91.

 

E, ainda falando dos nossos vizinhos argentinos, tem um local bem pequenino e simpático: o restaurante Laurel. É ideal pra ir comer uma pizza ou uma empanada (empada), depois de assistir a um filme. Baratinho, fica em frente ao cinema multiplex Floridablanca, na própria Calle Floridablanca, entre o Raval e o Eixample Izquierdo.



 Escrito por Juliana Vale às 03:28 PM
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6 - COZINHA MEXICANA

 

Mais sul-americanos: El Mexicano de Barcelona, que, além dos clássicos nachos, tacos e fajitas, tem também pratos mais elaborados como a sopa de tortilla, as flautas de las "Inditas de la Plaza Morelos", as enchiladas "Senda de Gloria", salada de nopalitos "Manjar de la Revolución Mexicana", chile en Nogada "Tradición que obliga", entre outros. Calle Villarroel, 233. Tel: 93 430 59 16.

 

Já em Gracia, um bom mexicano é o Chido One, cujos donos se orgulham de dizer que "não somos só um restaurante estiloso. Sabemos de México porque estivemos lá. O que você vê aqui é autêntico". A cerveja também é servida em michelada e a decoração tem objetos curiosos - como pinturas, esculturas, acessórios -, trazidos da América Latina mesmo. Calle Torrijos, 30. Tel 93 285 03 35.

 

Mas, se bater a vontade de comer antojitos ou quesadillas com guacamole quando você estiver pelo centro de Barcelona, procure o Dos Trece, que fica no Raval. O conceito do local é a mestiçagem. Por isso, seu nome se inspira no prefixo telefônico do centro urbano de Los Angeles (EUA). É um lugar mais pra drinks e petiscos, porque o horário em que o pessoal pode sentar e pedir comida é limitado. Depois, a cozinha fecha e fica só a social do bar. Entre as atrações, tem DJ's fazendo som ao vivo e, às vezes, rolam também atuações artísticas ao vivo e projeções de cine alternativo. Calle Carme, 40. Tel: 93 301 73 06.



 Escrito por Juliana Vale às 03:28 PM
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7 - COZINHAS SÍRIA E LIBANESA

 

No bairro de Gracia, há um sem-fim de restaurantes árabes. Por alguma razão, eles se concentraram ali, especialmente nas ruas Verdi e Torrent de l'Olla - apesar de que os donos, majoritariamente, vivam em outra zona, no Raval. Um dos meus preferidos é o Karacala (além de baratíssima, a comida é ótima e variada. Recomendo o cuscús pra quem gosta do gênero. O local não é especialmente charmoso pela decoração, mas tem sua graça: vários pôsteres na parede com imagens do Líbano (na sua época áurea) e música ambiente de dança do ventre. Calle Torrent de l'Olla, 136. Tel: 93 415 66 86

Outra opção recomendável é o Ugarit, restaurante Sírio. A comida e os preços são bem parecidos às opções libanesas. Vale a pena provar tudo: falafel (croquetes vegetais fritos),  pasta de hummus (de grão-de-bico), labne (pasta feita de iogurte com menta), muttabal (pasta de berinjela), kebab (lascas de carne - ou de vaca, ou de cordeiro, ou de porco - assada na brasa)... E não esqueça de pedir pão (árabe, claro) pra acompanhar. No final da refeição, vale provar um chá de menta também, pra cumprir com o ritual completo. Dois pontos a mais pro local: Os garçons e garçonetes são super simpáticos. Nas noites de sexta e sábado, às vezes, tem apresentações de dança do vente ao vivo. Fica no Born. Calle Comerç, 29. Tel: 93 310 08 73.


8 - COZINHA EGÍPCIA

 

Também em Gracia, tem um egípcio: Nut. Muitos dos pratos se parecem (em aspecto e sabor) aos da cozinha libanesa. Mas há ainda especialidades típicas do Egito, como o arroz com frutos secos, uma extensa lista de chás e diferentes sabores de tabaco para fumar em narguile (aquela espécie de cachimbo de água - e carvão - muito usado no Oriente Médio, de forma comunitária, passando de um em um - porque, em certas culturas, o hábito de fumar coletivamente representa boa convivência). Em Gracia - Calle Verdi, 2. Tel: 93 210 86 40.

 Escrito por Juliana Vale às 03:28 PM
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9 - COZINHA JAPONESA

 

Em matéria de japoneses, Barcelona está a léguas atrás de Rio ou São Paulo. A maior parte da oferta local é do tipo rodízio e peca pela falta de charme. Muitos, aliás, chegam a ser um cambalacho porque são ex-restaurantes chineses "travestidos" de japoneses. Há algum tempo, eles descobriram, sob uma bandeira nipônica, ganham certo glamour e escapam do estereótipo de "comida barata, farta e gordurosa" (que acabou ficando associado aos chineses, por usarem ingredientes de baixa qualidade). Deve-se estar atento, portanto, para não levar gato por lebre.

 

Pra provar um autêntico japonês que esbanja bom gosto (e cobra por isso - atenção!), há o Yashima, um dos primeiros asiáticos da cidade. Em duas palavras, se define por sobriedade e elegância. O ideal é pedir o "menu degustação", preparado "ao vivo", em frente aos clientes, que se sentam ao redor de uma espécie de bar-cozinha, onde o cozinheiro faz tudo sobre uma enorme chapa de ferro. Da entrada à sobremesa. Senão, há ainda diferentes ambientes como os "zashiki" (antigos quartos típicos transformados em reservados) ou as salas com "kotatsu" (aquelas mesas baixas situadas sobre uma abertura no solo), mesas tradicionais e tatamis. Fica no Eixample Izquierdo, Avenida Josep Tarradellas, 145. Tel: 93 419 06 97 e 93 419 07 57.

 

Mas o nipônico de que eu mais gosto (sempre levo meus hóspedes e todos aprovam) é o El Japonés. Cheio de estilo, tem um público mudernino, umas mesas grandes, negras de madeira, - que são compartidas - e está sempre cheio. Não aceita reservas. O preço é bem accessível e a comida, feita em pranchas quentes, atrás do balcão que funciona como uma espécie de "cozinha aberta", de cara ao público. Recomendo porque é um resultado bem autêntico do desembarque asiático em Barcelona: comida japonesa de verdade, mas com uma apresentação contemporânea, num ambiente cool. Fica no Eixample, na Passatge de la Concepció, 2. Tel: 93 487 25 92.

 Escrito por Juliana Vale às 03:26 PM
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A pergunta do milhão

COMO TRABALHAR NA ESPANHA?

 

A maioria dos comentários deixados aqui no blog vem de brasileiros interessados em morar na Espanha, que pedem conselhos sobre o mercado de trabalho. Coincidência ou não, este mês, fiz uma reportagem para a revista Você S/A (Edição 77, novembro 2004) justamente sobre isso.

 

Intitulada "Brasileiros na Espanha", a matéria mostra alguns conterrâneos que se deram bem por aqui e traz dicas para os aventureiros que estão começando a fazer planos rumo à Terra de Picasso.

 

 

 

 

 

 

OBS: O site da Você S/A é restrito aos assinantes da revista, aos da UOL ou a quem tenha um passaporte Abril.



 Escrito por Juliana Vale às 04:39 PM
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02 de novembro de 2004

 

Gastronomia

BOM, BONITO E BARATO

 

E já que está tudo na mesma por aqui (à espera das eleições americanas), um pouco de Fast Good, o restaurante de comida rápida que Ferran Adrià abriu em Madri:

 

 

 

A matéria está na da Veja (edição 1877 - 27/10/04) e assina esta jornalista que vos escreve: Juliana Vale, de Madri.



 Escrito por Juliana Vale às 12:13 PM
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Juliana Vale: jornalista, brasileira. Morou por 6 anos em Barcelona, colaborando com jornais e revistas, tanto da Espanha como do Brasil. Atualmente está em Pequim, na China


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