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Mais do mesmo
CONTRADIÇÃO
Nada mais terminar o jogo Espanha X França, o que se ouviu aqui em Barcelona foram rojões, fogos de artifício.
Contraditório? Nem tanto, se você já leva alguns anos metido na cultura local. Explicação óbvia: Eram os catalães, recalcados, comemorando a derrota do que eles acreditam ser o oposto à cultura catalã. Dá pra crer? Falta de sentido patriótico, não?
Bom, menos mal pra nós, brasileiros residentes por estas bandas. No sábado, vamos querer mesmo contar com os vizinhos que têm camisetas verde-e-amarela, torcendo pela gente. Brasil-il-il-il-il

Escrito por Juliana Vale às 06:59 AM
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Mais mundial 2006
COPA INTERNACIONAL
Ok. O tema deste blog NÃO é futebol. Mas estamos vivendo um momento especial. Não dá pra evitar os posts relacionados à bola.

Aqui em Barcelona, pra onde você olha, vê bandeiras e camisas de outras nacionalidades. Como esta é uma cidade habitada por muitos forasteiros (quase 20% dos residentes vieram de outras latitudes, segundo o Departament d'Estadística da prefeitura), as marcas deles estão por todas partes.
De modo geral, há grupos claramente simpáticos e outros, nem tanto. Os italianos são fanfarrões e gostam de se exibir, mas se limitam ao momento do jogo. Os ingleses só estão preocupados em beber. Torcer pra eles é puro pretexto. Os holandeses acham tudo ótimo. Se perdem, têm sempre a chance de rir disso (adoro esse povo!). Os portugueses, como sempre, sofrem calados. Os equatorianos, depois de serem eliminados, trocaram de camisa sem maiores traumas. Bastou tirar o azul do uniforme e já estão torcendo pela Espanha, felizes e contentes. Agora: tem um povo que não dá: os argentinos. Tão beirando o insuportável com essa mania de contar vantagem em tudo. Precisam ser tão chatos?
Semana passada, fui a uma festa e me apresentaram um típico porteño (de Buenos Aires). Quando o sujeito descobriu que eu era brasileira, não descolou mais. Eu ia pegar uma bebida, vinha ele. Eu ia pra varanda... E adivinha. Tava vendo a hora que ele ia querer entrar no banheiro comigo. Como não era uma pessoa exatamente interessante, resolveu investir no papo futebolístico. Só que parecia um disco arranhado: “Che, si Argentina le gana a Brasil en la final, la cosa se va a poner fea, pero que muy fea en tu país, blablabla”. Dá pra agüentar um personagem desses?
O pior é que eles – os argentinos – são vários, espalhados pelas ruas. Além do sotaque carregado, andam uniformizados dos pés à cabeça. Impossível não notá-los.
Com o êxodo em massa que a crise de 2002 provocou lá na terra deles, vários vieram pra cá. E aqui siguem. Hoje estão entre os coletivos de imigrantes mais numerosos de Barcelona – cerca de 4% do total de estrangeiros. Nada menos que 13.500 deles estão registrados aqui (fora aqueles que estão ilegais e os diversos outros que têm nacionalidades européias, por isso, não entram nas estatísticas oficiais).
Descontando meus amigos (que, sim, são muito simpáticos), o resto... Sei não. Chatos até dizer chega. Em época de copa do mundo, então. Socorro!
Nunca torci tanto pra Alemanha. Que mandem logo esses “pelotudos” de volta pra casa!
Escrito por Juliana Vale às 07:31 AM
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Em tempo... De copa do mundo
Aqui na Espanha, as beldades da bola também estão arrastando a mulherada pra frente da TV, durante os jogos da copa. Pudera. Cada vez, há mais jogadores se revezando entre os gramados e os editoriais de moda. Isso é o que eu chamo de diversidade profissional :-)
Eis aqui uma listinha de quem poderia torcer o joelho e, ainda assim, continuar ganhando a vida graças ao preparo físico.
Escrito por Juliana Vale às 07:25 AM
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Fora de Barcelona
SAN JOAN VIKING

Este ano, não presenciei a noitada de San Joan em Barcelona (leia mais sobre essa festa no post do ano passado – abaixo). Fui comemorar o solstício de verão com os nórdicos.
Como tive que ir fazer uma reportagem na Suécia, aproveitei pra pegar um dia de folga e emendar o trabalho com o lazer. Incentivada por uma amiga que mora em Gotemburgo há anos, resolvi ficar pro Midsommar (“meio do verão”) sueco – a festa deles que também celebra o dia mais longo do calendário.
Recomendo o programa a todos que gostam de dar risada. A ocasião é tão importante como o natal, por exemplo. Só que tem outro espírito, muito mais divertido. Costuma ser festejada fora da cidade – ao ar livre, de preferência – e tem direito a danças, jogos (como o “kubb” no gramado), muuuita comida e ainda mais bebida.
I-m-p-r-e-s-s-i-o-n-a-n-t-e como os suecos bebem!!!
Participei de uma festa animadíssima, que incluiu até uma sauna na beira do lago, à noite, depois de um churrasco ultra zoneado. Adoraria contar os detalhes do evento, mas vou ter que censurar as histórias. Afinal, os personagens têm um nome a zelar (né, Jörn?!).
Só posso adiantar que, depois de tanta social, adquiri vocabulário mais que suficiente pra assegurar a vida social na Suécia: "snaps" (espécie de vodka local, em diversos sabores), "skål" (pronuncia-se “skol”, como a cerveja brasileira, significa “tim-tim”) e "tack" (obrigada).
Aliás, tack så mycket, pessoal.
Escrito por Juliana Vale às 09:59 PM
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Chegou o verão
"OOOOOLHA A MACONHA!"

Primeiro foram os refrigerantes e as cervejas. Depois, os salgadinhos. No ano passado, biquínis, cangas, relógios, bijuteria, massagens e tatuagens de henna. Agora, o negócio da venda ambulante nas praias barcelonesas – por lei, proibido – fez um upgrade para o haxixe.
Dezenas de imigrantes (paquistaneses e indianos principalmente) que vendem bebidas e comida na areia oferecem também “chocolate” aos banhistas. A mercadoria é vendida em pedras, a partir de 10 euros e o processo de venda é engraçado.
Os vendedores – conhecidos aqui como “lateros” – não oferecem os artigos abertamente. Eles primeiro selecionam o target (normalmente jovens e, de preferência, em grupo). Se aproximam discretamente como um ambulante qualquer. Depois de oferecer os refrigerantes e as cervejas de rigor, soltam: “¿Algo más? También tengo otras cosas". Se o cliente se mostra interessado, continuam sem rodeios: “¡Chocolate!”.
Uma vez iniciada a transação, o cara se agacha, dá aquela olhada ao redor e se lança num regateio, cheios de sorrisos maliciosos e conversa fiada. Quem compra também não parece estar exatamente preocupado com o público.
A verdade é que, em Barcelona – especialmente nas praias de Barceloneta e Sant Sebastià – é bastante comum ver gente fumando ou apertando um baseado. A venda é que, até agora, não parecia estar tão sistematizada. Mas, como diria um gringo brancão que também acompanhava a cena, "It’s like in Amsterdan!".
Escrito por Juliana Vale às 08:53 AM
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Mundial 2006
EM TEMPO
A Furia continua sua escalada. O jogo de ontem foi animadíssimo. O povo está insano!!!
Escrito por Juliana Vale às 08:52 AM
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Copa do Mundo 2006
A “FURIA” SURGE DO NADA

Escrito por Juliana Vale às 11:32 AM
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De repente, a Copa virou o assunto de destaque das primeiras páginas nos jornais espanhóis, ganhou as mesas de bar e até as paradas de ônibus daqui. O clima ficou extremamente futebolístico desde ontem. NINGUÉM esperava uma vitória no placar – mesmo contra a Ucrânia. E eis que, assim, do nada, a “Furia Roja” (como é chamada a seleção espanhola) marcou q-u-a-t-r-o gols, sem tomar nem uma bola na rede.
O inesperado resultado fez brotar um sentimento de orgulho e patriotismo que andava adormecido por estas bandas. Entre os comentaristas esportivos e os torcedores mais deslumbrados, depois dessa performance fantástica, os espanhóis estariam inclusive cotados pra fazer frente a Ronaldo, Ronaldinho, Robinho, Kaká e companhia, num possível confronto nas quartas-de-final. (E isso que eles jamais superaram essa fase numa Copa do Mundo)!
Mais de 10 milhões de euros
Só pra dar uma idéia do otimismo reinante, o site de apostas Betfair.com registrou um movimento de mais de 10 milhões de euros (quase 29 milhões de reais), durante os 90 minutos de jogo Espanha X Ucrânia, ontem à tarde.
Já em outro endereço de internet do mesmo gênero, Miapuesta.com, a Espanha escalou umas quantas posições no ranking dos favoritos para levar a taça. Agora está em quinto lugar – o que, até ontem de manhã, se consideraria uma inocente disposição para ver as coisas pelo lado bom.
Atualmente as apostas se pagam assim:
Brasil 3,50 €/€
Inglaterra 7 €/€
Argentina 8 €/€
Alemanha 9 €/€
Espanha 10 €/€
Itália 11 €/€
Holanda 15 €/€
França 17 €/€
Escrito por Juliana Vale às 11:12 AM
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ADENO EXPLICATIVO
Por mais animados que sejam os torcedores espanhóis, eles não chegam aos pés dos brasileiros. Afoitos e ufanistas - e empunhando de corneta a fogos de artifício -, meus compatriotas nem discutem a liderança do verde-e-amarelo nesse mundial. Me dá a impressão, às vezes, de que a nossa seleção já ganhou o hexa... Apesar da bolinha magra que jogou contra a Croácia, na partida de estréia.
Como diria um amigo catalão, "isso é ser brasileiro". O resto é o resto.
Escrito por Juliana Vale às 11:10 AM
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