Pluralismo politicamente correto

ALÁ E MAOMÉ CHEGAM À SALA DE AULA

 

Em tempos de imigração e mestiçagem, os espanhóis resolveram adotar um approach bem mais tolerante que os vizinhos franceses (que proibiram todo e qualquer símbolo religioso – como véu ou crucifixo – nas escolas). Lançaram ontem por aqui o primeiro livro de religião islâmica para alunos de primária.

Se tem demanda, por que não oferta pra todos os credos?

Mas nem sinal de capítulos sobre a submissão da mulher ao homem, o direito deles à poligamia, a lógica da “guerra santa”, dos homens-bomba, nem outras polêmicas deste naipe. Politicamente correto (demais?), o tal livrinho – intitulado “Descubrir el Islam” (Descobrir o islamismo) – ensina às crianças muçulmanas que vivem aqui coisas como os movimentos da ablução (ritual de purificação antes de rezar), o que é o Corão (o livro sagrado), quem é Alá (o único deus) ou Maomé (seu único profeta). Através de desenhos em quadrinhos, explica ainda os grandes pilares do islamismo: a crença absoluta em Alá, as cinco orações do dia, o jejum no mês do Ramadã, a esmola aos mais pobres e a peregrinação à Meca. Um mundo totalmente à parte.

Em tempo e a propósito: Sabe que, na Espanha, os marroquinos são o coletivo de imigrantes mais numerosos? Representam nada menos que 20% do total de estrangeiros residindo (legalmente) no país. Em cifras brutas, umas 535.000 pessoas, segundo o último censo do Instituto Nacional de Estadística (INE).



 Escrito por Juliana Vale às 06:09 PM
[   ] [ envie esta mensagem ]





Geração perdida

¡POR DIOS!

 

Museu Pedagógico de Arte INfantil (MUPAI), de Madri, promoveu um concurso “Píntanos cómo serás de mayor” (pinte a gente como seremos quando crescer) entre 1.800 crianças espanholas. Cada um enviou seu desenho e... Adivinha!

 

A maioria esmagadora das meninas sonha em ser a princesa Letizia e os meninos, o piloto espanhol, Fernando Alonso, atual líder da Fórmula 1.

 

Pouca criatividade. Ninguém quer ser cientista, espiã(o) internacional, astronauta, Premio Nobel, salvador de baleias? Valeria até criminalista do C.S.I., dançarina go-go, hacker - ou cracker, inclusive. Mas princesa?! Campeão esportivo?!

 

 

Como diria Elis Regina, “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Meninas continuam querendo se casar com príncipes em cavalos brancos e meninos, competir com os demais. Em qualquer parte do mundo.

 

Conselho, criançada: Abram um consultório psicológico ou uma concessionária. As princesas frustradas pagam rios de dinheiro aos analistas pra se recuperarem da “Síndrome de Cinderela”. Já os rapazes compram carros caros :-)



 Escrito por Juliana Vale às 06:09 PM
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ditador e designer gráfico

O INVENTOR DO PHOTOSHOP?

 

Franco (o ditador que governou a Espanha com mão de ferro de 1939 a 1975) deve estar se revirando na tumba. De vergonha. Ou de raiva. Se tivesse Photoshop, na época, não teria que pagar esse mico agora!

 

O pessoal da agência de notícias EFE – que está recuperando e digitalizando o arquivo fotográfico histórico – descobriu que o “generalísimo” trucou umas fotos em que aparecia ao lado do seu, então, admirado e caro colega, Adolf Hitler.

 

Por aqui é célebre esse encontro entre os dois carrascos, em 23 de outubro de 1940. Aconteceu numa estação ferroviária de Hendaya (França, fronteira com Espanha) e teria sido programado por Hitler pra pressionar o caudilho espanhol a se aliar ao Eixo no combate contra os Aliados, já que os germanos tinham acabado de dar uma mãozinha ao ditador, por estas bandas, em plena Guerra Civil. Como sabemos, Franco não cedeu aos apelos de Hitler, mas, nem por isso, deixou de ser um dos seus maiores fãs.

 

Razão pela qual, esse alegre dia na vida de dois ditadores acabou sendo amplamente divulgado, na ocasião, por todos os meios espanhóis. E a normalidade teria seguido seu curso não fosse pelo pequeno detalhe descoberto agora pela EFE.

 

 

Na foto original, aparece a estação de trens de Hendaya com a plataforma completamente vazia. O negativo desta imagem existe, intacto, até hoje. Na foto (retocada), ao lado, estão todos. Felizes e orgulhosos. O inconveniente histórico é que, além de não haver negativo algum, esta imagem é praticamente um material de recorte e colagem EM ALTO RELEVO, onde as figurinhas de Franco, Hitler e um militar alemão estão literalmente COLADAS em cima da primeira foto.

 

Processo idêntico foi usado em outra ocasião:

Reparou? Aqui também rola um claro “antes e depois”. Na foto original, Franco aparece com os olhos meio fechados, com cara de bobo. Na segunda – surprise, surprise! – o homem está muito melhor, mais altivo e altaneiro! Aliás, impressão minha ou ele até perdeu uns quilos, nesse lifting visual???

O que uma boa assessoria de imprensa não pode fazer pela imagem de alguém, né, não?! "Maravilhas" do malabarismo político.



 Escrito por Juliana Vale às 11:29 AM
[   ] [ envie esta mensagem ]




Ecologia mal planejada

PERUAS DESESPERADAS

 

Agora mesmo há milhares de casacos-de-visom-em-potencial correndo pelos bosques da Galícia.

 

Ontem, alguém libertou nada menos que 17.500 visons – aqueles animaizinhos peludos, muito apreciados pela peruagem mundo afora.

 

Ok. Dou todo meu apoio aos ativistas ecológicos que condenam a criação de animais para a indústria da moda. Ninguém merece mesmo nascer e morrer enjaulado. Mas o pseudo libertador, neste caso, esqueceu de planejar uma “aposentadoria” mais feliz pros pobres visonzinhos. Como eram animais de cativeiro, eles não sabem viver por conta própria. A probabilidade de morrerem famintos é bem alta.

 

Agora me diga: Enquanto visom, você preferia morrer como um casaco, visitando Paris, Londres ou Nova York no inverno, ou como um homeless na floresta?



 Escrito por Juliana Vale às 08:06 PM
[   ] [ envie esta mensagem ]





Hug what?

ROMANCES GLOBALIZADOS

 

Tínhamos saído pra nos despedir de um amigo brasileiro que regressa à terra natal. Ele vai, a namorada fica. Os dois, desolados, tadinhos, estavam meio melancólicos com a perspectiva de um ano separado pela geografia. Nesse climão, uma amiga tenta animar o casal com um consolo inédito: “Lançaram uma camiseta que transmite abraços à distância!”. Todos se entreolham. “Ein?”. Ela continua: “Sério! É a hug shirt (camisa do abraço). Vi na WIRED NextFest (aquela feira de hightec, semana passada, em Nova York). Cada um põe uma camiseta e, quando um abraça aqui o outro sente lá longe...blablabla”. Enquanto ela falava de tecnologia bluetooth, celulares com Java e o escambau, olho pro casal abraçadinho, esperando uma reação. Eis que ele se impacienta e quer saber: “Mas tem underwear disso também?”.



 Escrito por Juliana Vale às 01:38 PM
[   ] [ envie esta mensagem ]




Vista por um turista

BARCELONA, BONITA E BARATA

 

O caderno de viagem, “Traveler” do New York Times trazia domingo uma simpática reportagem sobre Barcelona. O jornalista Matt Gross, auto-intitulado "viajante espartano", veio em maio, como enviado do jornal, com uma clara missão: montar uma “cheap weekend trip” (fim-de-semana barato) pela “capital do estilo e da gastronomia”. Gostei da definição.

 

 

Com um budget de 500 dólares, ele teve que abrir mão dos lugares de grife que sonhava conhecer, como o fashionable hotel-loja Casa Camper (215 €/ noite) ou o célebre restaurante de Ferrán Adrià, El Buli (onde o jantar vale módicos 165 € por cabeça). Acabou hospedado no Hostal Gat Raval (42 €/ noite), meio indignado por ter que dividir o banheiro com a rapaziada, carregar sozinho a bagagem dois lances de escada arriba e descolar sua própria toalha – artigo não incluído na diária. Mas, enfim. Era “um hostal de design, bem localizado”, pondera.

 

 

 

Caminhando pelo centro, Matt conclui que El Born está para Barcelona assim como o SoHo, para Manhattan (“cheio de butiques chichi e restaurante trendy”). E o Raval norte seria o East Village (“boemia, artistas jovens, músicos, gente bonita e estilosa, com chinelos de dedo, botas de design, vestuário vintage”). Faz sentindo.  



 Escrito por Juliana Vale às 09:41 AM
[   ] [ envie esta mensagem ]




No cardápio típico do turista padrão, o cara passeou pelas Ramblas, pelo Bairro Gótico, pelo mercado de La Boqueria (onde – faz questão de frisar – viu um açougueiro destroçando um porco, tomou um “cortado” (primo-irmão do “pingado” carioca: café com um pingo de leite), comeu croissant e tirou “um milhão de fotos”). Visitou o Parc Güell, a Sagrada Familia (a famosa igreja de Gaudí, eternamente em construção) e o MACBA. Foi também à praia da Barceloneta, deu um mergulho no Mediterrâneo e descolou um lugarzinho na areia bem ao lado de um trio de banhistas em top less (“Não deu pra evitar, havia tantas”).

À noite, saiu “de tapas” (comendo belisquete de bar em bar – como é costume na Espanha), em companhia de uns conhecidos que moram na cidade. Apesar de terem entrado no (eca!) Ovella Negra – freqüentado por 9 entre 10 turistas de passagem pela cidade –, descreveu o local com precisão: “um bar cavernoso cheio de estudantes bêbados, com cerveja a 1,20 €”. Rapidamente trocou de terreno, seguindo pelo conhecido Bar Inopia, o Irati e adjacências.

Foi justamente por ali, enquanto ouvia diversos idiomas ao mesmo tempo, que Matt se deu conta da verdadeira atração de Barcelona: “Não são necessariamente os museus ou os restaurantes, mas o clima animado da cidade, com gente cosmopolita, uma vida vibrante na rua”. Concordo. E ele emenda: “É uma cidade excitante, onde Paris parece encontrar-se com Miami”. Bom, Miami... Sei não. Mas um pouco de Paris, ok. Dá pra encontrar aqui.

E a missão de jornalista? Orgulhoso, ele diz que aprovou o fim-de-semana e ainda conservou um trocado no bolso. Calcula ter gasto exatos 341,10 €, incluindo táxis, metrô e alguns souvenires. Palmas pro rapaz.

A verdade é que Barcelona anda cada dia mais cara. Em janeiro de 2001, quando me mudei pra cá, a cidade ainda era BEM barata. Com a unificação das moedas na União Européia e o aumento do turismo estrangeiro, encareceu bastante. A corrida de táxi do aeroporto ao centro, por exemplo, antes saía por 2.100 pesetas (equivalente a uns 13€). Hoje são 20€. O jornal, antes da Eurolândia, valia “veinte duros” (aquela simpática moedinha de 100 pesetas – que equivaleria a 0,70€). Da noite pro dia, passou a custar a 1€ (166 pesetas). Um “menú del día” (clássico almoço espanhol: entrada + prato principal + sobremesa + pão + café), de modestos 6€ nos restaurantes do centro, passou a 10€ ou 12€. Jantar com vinho, de 15€/ cabeça a 25€. E por aí vai. São diferenças míseras em termos brutos (especialmente pra um brasileiro com mais de 20 anos que já viveu na Era das inflações), mas representam 30%, 50%, até 100% a mais por produtos ou serviços que não ficaram nem melhores nem maiores. Roupa, cinema, sapato, teatro, livros, transporte, mercado, hipoteca, tudo aumentou. Bom, tudo menos os salários. Outro dia, o Expansión (principal jornal de economia daqui), deu uma matéria justamente comentando que “O custo de vida subiu 3X mais que os salários”.

Mas enfim. O bolso à parte, era de turismo que estávamos falando, né?! O fato é que Barcelona continua sempre viva, interessantíssima. Vale a pena! Amo esta cidade como se fosse minha desde a infância.

PS: Quem quiser checar a matéria do Matt Gross, publicada no NY Times, clique aqui.



 Escrito por Juliana Vale às 09:40 AM
[   ] [ envie esta mensagem ]




Momento publicitário 

VIVA A TECNOLOGIA!

 

Este post é dedicado aos meus “iguais”: viajantes, expatriados, exilados políticos, fugitivos da polícia ou qualquer outro gênero de gente que mora num país diferente daquele onde nasceu e tem saudade de quem ficou por lá.

 

Vocês já descobriram o SkypeIn? Até seu amigo mais pão-duro vai ligar pra você, a partir de agora. Por 30 euros/ ano (cota fixa), você adquire um número de telefone na cidade onde está a maioria dos seus “seres queridos” e eles telefonam pra você, pagando a tarifa de uma ligação local. O melhor: nem eles nem você precisam ficar grudados no computador. A ligação lá pode ser feita até da rua, com o celular. Aqui (ou onde você estiver, companheiro!), tem um telefone sem-fio, que é a praticidade em pessoa. Dá pra atender suas chamadas até mergulhado(a) na banheira, se for o caso!

 

 

Nunca tinha batido tanto papo furado com meus amados de Pindorama. Uma amiga, aliás, estabeleceu uma hot line pra dúvidas em castelhano a jato. Ao invés de entrar no Google, ela liga pra cá :-)

 

PS: E, não. Não estou embolsando nenhum trocado pra fazer esta propaganda gratuita. Aliás, Niklas Zennström, cadê minha comissão?



 Escrito por Juliana Vale às 09:36 AM
[   ] [ envie esta mensagem ]





COMENTÁRIO: Como muita coisa que chega é pessoal, não publico nenhum comentário neste blog (apesar de responder a TODOS, por e-mail!!!). Mas vou copiar o trechinho do que recebi de um primo, semana passada. É parte da conversa que ele (brasileiro) costumava ter com o avô da ex-namorada (espanhola). Abro aspas: “...Eu dizia: ‘Como pode o presidente de uma nação se chamar Calamares (Lula, em castelhano)?’ Aí, ele comentava: ‘E o nosso, que chama-se Zapatero (sapateiro, em português)!’ Pois é. Onde vamos parar?”

 

É, Dudu. O pessoal tá exercendo o métier errado!



 Escrito por Juliana Vale às 09:07 AM
[   ] [ envie esta mensagem ]




Roubaram o presidente 

CRIATIVIDADE CONTRA A POBREZA

 

Ontem, uns caras, auto-apelidados “4 gatos” (que significa “uns poucos”, em castelhano coloquial), colocaram na internet um vídeo, mostrando em detalhes, como eles roubavam a cadeira do mesmíssimo presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, de dentro do Congresso dos Deputados, em Madri.

 

 

Os jornalistas, pasmos, saíram correndo pra checar como os funcionários do congresso tinham dado esse mole (“roubar alguma coisa de dentro do congresso?!?!?!”). Mas os funcionários de lá, ainda mais pasmos, não entenderam nada porque – garantem – o hemiciclo estava intocado e a “cadeiríssima” continuava quietinha, no seu devido lugar.

 

Ué.

 

Começam a rever o vídeo, uma gravação amadora, meio esverdeada. O “comando” são três jovens encapuzados. Falam muitas gírias e fazem tudo na maior adrenalina, enquanto passam pela guarita, trepam num muro lateral, pulam uma das janelas do primeiro andar, atravessam os corredores do edifício e chegam à famosa sala da tribuna. Sempre incógnitos, não são flagrados por ninguém, nem por nenhuma câmera. Finalmente eles pegam a cadeira e deixam um bilhete: "Zapatero, no dia 16 de outubro em pé contra a pobreza". (já que está sem cadeira mesmo...)

 

A ação se parece àquelas da resistência-civil-não-violenta dos ecologistas “12 Macacos”. Especialmente pelo bilhete, com a intenção de recordar ao presidente as promessas que ele fez. Mas é aí que o pano cai. Um pouco mais de apuração e descobre-se que tudo estava vinculado à campanha da ONU “Levántate contra la Pobreza” – parte da Millennium Campaign, lançada também pelas Nações Unidas, em 2000, com a intenção de reduzir metade da pobreza no mundo, até 2015, através da mobilização cidadã.

 

A esse ponto, entretanto, como a curiosidade já tinha despertado a pauta, TODOS os noticiários deram a (falsa) notícia do roubo da cadeira, explicando a campanha publicitária que tava por trás. Excelente ação de marketing.

 

Só ficou uma pulga atrás da orelha: como as imagens são reais (porque, de fato, são: era o congresso dos deputados sem tirar nem pôr), mas ninguém de lá sabe ou viu nada que se relacione ao vídeo? Um deputado cúmplice? Um funcionário comprometido com as causas humanitárias? Ou uma equipe de publicitários extremamente competentes?

 

A íntegra da gravação está em www.levantatezp.blogspot.com (ou no You Tube, claro).



 Escrito por Juliana Vale às 01:48 PM
[   ] [ envie esta mensagem ]




As eleições brasileiras

LULA ESTÁ NAS MANCHETES DAQUI

 

...E nas mesas de bar, no papo da hora do almoço, nas conversinhas quebra-gelo. As eleições presidenciais verde-e-amarelas foram O tema do dia. Ao vivo e na imprensa. Todos os noticiários espanhóis, hoje, abriram a editoria internacional com as eleições brasileiras: “Los casos de corrupción pasan factura al gobierno Lula”.

 

 

Os mesmos meios de comunicação que, em 2002, apoiavam a vitória da esquerda no Brasil – e achavam que Lula seria a grande esperança da América Latina – agora fazem eco às críticas contra a má postura dele em relação aos escândalos do “mensalão” & cia. “É o preço que se paga”, segundo El País.



 Escrito por Juliana Vale às 07:23 PM
[   ] [ envie esta mensagem ]





Fim de verão em Barcelona

A HORA É AGORA, O MOMENTO É JÁ

 

 

São as últimas semanas de sandália, praia, sol até às 9 da noite, tacinha de vinho gelado na calçada, jantar a céu aberto e todos esses prazenteiros programas que surgem com pretextos climáticos: “Que dia mais lindo! Vou a pé”; “Fica pra ver o pôr-do-sol no mar...”; “Sentiu essa brisa? Vamos comer no terraço!”; “Vem pra cá: Estamos em Montjuïc, vamos ver cinema ao ar livre (parte da agenda de verão da cidade)”; “Que tal uma siesta na grama?” e “O-lha-es-se-sol! Aaaaai... Não vamos trabalhar hoje, não, vai”.

 

Por essas e outras, Barcelona é única. Mas, se tivesse que listar o melhor do melhor (que nem Rob Gordon, de "High Fidelity", o livro de Nick Hornby), os top 5 do verão barcelonês seriam:

 

1 – O humor das pessoas (impressionante como muda!)

 

2 – O horário de trabalho (mais curto por causa da "jornada intensiva)

 

3 – A luz natural (que, em julho e agosto, dura até umas 22h30)

 

4 – Poder usar pouca roupa (e viajar só com uma prática carry on!!!)

 

5 – Viver ao ar livre (jantar, almoçar, tomar café-da-amanhã, brindar, dançar, dormir... Enfim. Como aqui não há problemas de insegurança pela rua, a programação depende só da criatividade de cada um ;-)



 Escrito por Juliana Vale às 09:03 AM
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Juliana Vale: jornalista, brasileira. Morou por 6 anos em Barcelona, colaborando com jornais e revistas, tanto da Espanha como do Brasil. Atualmente está em Pequim, na China


Histórico
  01/04/2008 a 30/04/2008
  01/10/2006 a 31/10/2006
  01/09/2006 a 30/09/2006
  01/08/2006 a 31/08/2006
  01/07/2006 a 31/07/2006
  01/06/2006 a 30/06/2006
  01/05/2006 a 31/05/2006
  01/11/2005 a 30/11/2005
  01/10/2005 a 31/10/2005
  01/09/2005 a 30/09/2005
  01/06/2005 a 30/06/2005
  01/05/2005 a 31/05/2005
  01/04/2005 a 30/04/2005
  01/03/2005 a 31/03/2005
  01/02/2005 a 28/02/2005
  01/01/2005 a 31/01/2005
  01/12/2004 a 31/12/2004
  01/11/2004 a 30/11/2004
  01/10/2004 a 31/10/2004
  01/09/2004 a 30/09/2004


Outros sites
  Google News España
  El País
  El Periódico de Catalunya
  La Vanguardia
  El Mundo
  Expansión
  Cinco Días
  La Gaceta de los Negocios
  Semanario Cambio 16
  Semanario Tiempo
  Semanario Época
  Intereconomía
  Periodista Digital
  El semanal digital
  BBC Hispana
  20 Minutos
  Diario Metro
  Noticias CNN+
  Noticiasdot.com
  Noticias Cuatro
  Informativos Telecinco
  Press Display
  Reuters
  IBL News
  Europa press
  EFE
  Agencia Prensa Latina
  Radio Cadena Ser
  Radio RTVE
  Periodistas 21
  Periodistas extranjeros en España
  Agenda de la comunicación
  Manual de estilo periodismo
  Manual gramática periodismo
  Diccionarios.com
  Real Academia Española
  Traductor Google
  BCN.es
  Guía del Ocio
  Callejero (España)
  Páginas amarillas
  Páginas blancas
  El tiempo en Barcelona
  Previsión meteorológica
  Alojamiento Barcelona
  Convertidor de medidas
  Convertidor monedas
  Distancias
  Viajes EDreams
  Viajes Atrápalo
  Viajes Last Minute
  Folha de São Paulo
  O Globo
  Colunistas O Globo
  JB
  Revista Veja
  BBC Brasil
  Blue Bus
  Mídia global UOL: Le Monde
  Mídia global UOL: NY Times
Votação
  Dê uma nota para meu blog